António Costa pede aos militantes que debatam o futuro e não o presente ou o passado


Os militantes socialistas têm que se concentrar nas “questões do futuro” e não em factos do presente ou do passado, pediu o Secretário-geral, António Costa, ontem à noite em Lisboa, numa sessão de apresentação da moção de orientação política que leva ao próximo Congresso.

António Costa instou ontem à noite os militantes socialistas da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL), na apresentação da moção de orientação política “Geração 20/30”, que leva ao Congresso Nacional do partido, que terá lugar nos dias 25, 26 e 27 deste mês de maio, na Batalha, distrito de Leiria, que olhem para o futuro e debatam as “grandes questões estratégicas” que se colocam ao país e não se limitem a discutir e a debater “as questões do presente ou do passado”.
Para António Costa, “não faz sentido” que os militantes socialistas concentrem a sua atenção no debate sobre as questões do presente e não “sobre o futuro do país” e sobre os grandes objetivos “estratégicos que se colocam a Portugal”, lembrando que nos últimos dois anos e meio o Governo que lidera, suportado pela esquerda parlamentar, “cumpriu com o que prometeu”.
Durante os cerca de trinta minutos que durou a sua intervenção, o Secretário-geral socialista repetiu por diversas vezes este recado aos militantes, insistindo que o próximo Congresso reúne as condições ideais, que “muitas vezes não tivemos”, de fazer algo que é “essencial em política”, que é, como aludiu, “não ter de olhar para o drama de hoje, nem para a questão que se vai colocar amanhã”, aspetos que hoje estão ultrapassados, como garantiu, uma vez que, dois anos e meio após o Governo ter tomado posse, está criado o espaço e as condições para os socialistas se “concentrarem no horizonte de médio e longo prazo“, em relação às grandes questões estratégicas que se colocam ao país”.

Invocar Mário Soares
Sobre a moção de orientação política que vai levar ao Congresso Nacional, “Geração 20/30”, António Costa lembra que o objetivo da proposta que apresenta “não é a antecipação do programa do Governo”, algo que só acontecerá “ em junho ou em julho”, do próximo ano, mas a definição de opções estratégicas sobre alguns dos temas que o líder socialista e primeiro-ministro considera fundamentais que os militantes comecem a debater “desde já, nas próximas semanas e no Congresso”.
Neste contexto, António Costa achou oportuno invocar o fundador e primeiro líder do partido, Mário Soares, recordando que o PS foi criado “porque era essencial” que houvesse um partido político que soubesse “conciliar os valores da solidariedade, da igualdade, da liberdade e da democracia” para servir Portugal e os portugueses.
Valores perante os quais, acrescentou ainda o Secretário-geral, os militantes socialistas têm hoje a “enorme responsabilidade” de dar continuidade nos próximos dois anos “àquilo que foi iniciado por Mário Soares há 45 anos”, e que foi depois dele “continuado pelos diferentes líderes do PS, um após outro”.
Após a sua intervenção, António Costa debateu com os muitos militantes que quiseram estar presentes nesta sessão, os quatro eixos centrais da sua moção “Geração 29/30”, alterações climáticas, demografia, sociedade digital e desigualdades, sendo que este debate final foi largamente preenchido pelas questões relacionadas com as alterações climáticas.

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