PS compromete-se a estudar situação irregular dos imigrantes


O PS comprometeu-se hoje a estudar a situação irregular dos imigrantes em Portugal, depois da manifestação que decorreu em frente ao parlamento por iniciativa de várias organizações, entre elas a Solidariedade Imigrante, que tem alertado para casos de exploração.

O grupo parlamentar do PS recebeu os representantes das associações e comprometeu-se a encontrar “uma possível solução” junto do governo.

Em comunicado, o grupo parlamentar socialista divulgou que a vice-presidente da bancada, Susana Amador, se comprometeu a estudar as questões suscitadas, tendo revelado uma “forte vontade em encontrar soluções” para as expectativas dos imigrantes.

A deputada recordou as alterações operadas em 2017, afirmando que foram tidas como globalmente positivas pelas associações hoje recebidas, embora estas alertem que persistem situações por resolver e que a condição de irregularidade coloca estes cidadãos numa situação de “vulnerabilidade acrescida”.

Os representantes dos imigrantes que se concentraram hoje em São Bento transmitiram aos deputados do PS, do Bloco de Esquerda e do PCP a necessidade de se atribuir um visto aos estrangeiros indocumentados que trabalham em Portugal.

O sindicato que representa os inspetores do SEF considerou hoje que os imigrantes têm razão em protestar contra a falta de documentos, considerando que quem imigra para Portugal fica sujeito a tempo de espera e processo burocrático incompreensível.

O Bloco de Esquerda (BE) vai apresentar em breve propostas para regularizar a situação dos imigrantes, disse aos jornalistas Catarina Martins, que se encontrou com os manifestantes que protestam frente ao parlamento contra a falta de documentos.

Os imigrantes manifestaram-se para exigir “direitos iguais”, alegando que fazem descontos há vários anos em vários setores da sociedade, mas que não têm direito a documentos de residência ou acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Afirmaram-se contra situações que dizem ser de escravatura e pediram por isso “ajuda” aos partidos com representação parlamentar.

A maior parte dos manifestantes tem origem em África e na Ásia.

A Solidariedade Imigrante integrou o desfile do 1.º de maio, Dia do Trabalhador, para exigir o fim do “trabalho escravo e sem direitos” que afirma vitimar milhares de estrangeiros a trabalhar em Portugal.

[Lusa]

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