Governo insiste no esforço de prevenção para evitar tragédias


António Costa, defendeu a necessidade de o país prosseguir o esforço de prevenção para evitar incêndios florestais de consequências trágicas, como em 2017.

Para António Costa, importa que os portugueses, designadamente os proprietários, os habitantes das zonas rurais e as autarquias promovam “uma cultura de segurança” que seja “partilhada coletivamente”.

Na sua opinião, é fundamental “levar para a frente” a reforma da floresta em Portugal, incluindo nos territórios do Centro e do Norte, que geralmente são os mais fustigados pelos fogos, como aconteceu com as tragédias de 17 de junho e 15 de outubro, em que morreram mais de 100 pessoas.

António Costa admitiu que, apesar do esforço do último inverno, ao nível da limpeza das faixas de gestão de combustível previstas na lei, “falta fazer muito” para melhorar a segurança das populações nas zonas de risco, designadamente para promover o ordenamento florestal e assegurar às pessoas condições para viverem nas localidades do interior de Portugal.

A reforma da floresta, sublinhou, deverá contribuir para que “estes territórios não sejam territórios pobres e possam valorizar” a produção florestal, a agricultura e a pecuária, entre outras atividades que venham a fixar as pessoas no mundo rural.

A reunião com a direção da AVIPG, a segunda desde a sua criação, na sequência do incêndio de meados de junho do ano passado, que atingiu vários municípios da região Centro, nos distritos de Leiria, Castelo Branco e Coimbra, serviu para fazer um balanço do trabalho realizado pelos organismos do Estado junto das populações, mas também para “não deixar esquecer esta tragédia” e o sofrimento das vítimas e seus familiares, disse.

Importa “continuarmos a fazer o esforço para termos um novo paradigma” na floresta e na segurança das aldeias, com vista a “diminuir o risco” para pessoas e bens, afirmou.

No entanto, apesar de as forças de segurança “terem de cumprir” as suas obrigações, o objetivo do Governo não é aquelas “andarem a cobrar coimas”.

É necessário “prosseguir esse trabalho” de limpeza das faixas florestais previstas na lei, mas “quanto mais fizermos” menor será o risco no futuro, salientou.

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