Serrão Santos promove debate sobre pesca sustentável do atum


O eurodeputado, Ricardo Serrão Santos, promoveu, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, em parceria com a Europech, a iniciativa “assegurar a pesca sustentável do atum”. No evento participaram, entre outros, Hélder Silva, na qualidade de presidente do POPA (Programa de Observação para as Pescas dos Açores) e Julio Morón, do OPAGAC, programa de certificação da pescaria do atum da Associação de Produtores de Atum de Espanha.

Para o eurodeputado, que interveio no inicio da sessão, não será possível atingir os objetivos de sustentabilidade da Política Comum das Pescas “sem que haja uma atividade de pesca responsável e que envolva todos, pescadores, comerciantes, cientistas, e claro, a sociedade civil em geral”.

Referindo-se à relação entre pesca artesanal e industrial do atum, Serrão Santos, disse que tem defendido “que há espaço para ambas as formas de pescar, mas que ambas têm que ser responsáveis e contribuir para a sustentabilidade dos stocks e para uma distribuição justa e equilibrada”. Para o eurodeputado os desenvolvimentos tecnológicos são muitos, razão pela qual “há alternativas viáveis para garantir a sustentabilidade da pesca industrial” incrementando a monitorização e reduzindo os dispositivos de agregação de pescado derivantes.

“A sustentabilidade é para mim mais do que apenas uma correta gestão da pesca. Para que uma pesca seja sustentável tem que o ser não só ao nível biológico e económico ou financeiro, tem que o ser também socialmente”, afirmou.

A terminar o deputado socialista realçou que as “pescarias artesanais e de pequena escala são muito importantes em particular para as Regiões Ultraperiféricas, nomeadamente para os Açores, e pequenos estados insulares, onde o impacto social e económico vai muito para além da pesca”. Por outro lado, enfatizou, “as pescarias industriais têm também muita importância, mas podem estar a ter impactos na migração dos atuns tropicais com efeitos disjuntivos nas pescarias de pequenas escala, mesmo quando operam muito distantes delas”. O diálogo entre os interesses de ambas as pescarias tem de continuar a ser aprofundado.

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