Portugal vence Troféu das Energias Renováveis


Portugal recebeu hoje, na Unesco, o Troféu das Energias Renováveis, atribuído pelo Sindicato das Energias Renováveis, uma associação francesa que junta associações e empresas do setor de todo o mundo. É o reconhecimento do trabalho feito, da redução em 22% das emissões de gases com efeitos de estufa e de ter chegado em 2017 a 54% de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis.

O ministro do Ambiente e da Transição Energética afirmou que o Troféu das Energias Renováveis, que Portugal recebeu na sede da UNESCO, em Paris, é o reconhecimento do trabalho que tem sido feito pelo país nesta área.

“É muito prestigiante porque, nos últimos oito anos, foram sempre personalidades que receberam este prémio – nenhum país o tem recebido”, afirmou João Pedro Matos Fernandes.

O ministro lembrou que, desde 2005, Portugal reduziu em 22% as emissões de gases com efeitos de estufa e, em 2017, chegou aos 54% de eletricidade produzida através de fontes renováveis.

Matos Fernandes considera, no entanto, que também os compromissos assumidos para o futuro contribuíram para a distinção – com Portugal a ser o primeiro país europeu a comprometer-se a atingir a neutralidade carbónica até ao ano de 2050.

Até 2030, o país pretende chegar aos 80% na produção de eletricidade com recurso a fontes renováveis e aos 35% de eficiência energética no consumo de energia.

O membro do Governo afirmou ainda, que o plano que garante a Portugal a neutralidade carbónica “é também o cenário que cria mais riqueza e mais emprego” no país.

O ministro do Ambiente acredita que os portugueses estão preparados para a mudança. “Temos tudo para estar na linha da frente”.

“Os portugueses perceberam bem o que foram os fogos e o que foi o problema da seca,… Percebem que, por muito que nos esforcemos, a tendência é para haver cada vez menos água”, adiantou.

Também o primeiro-ministro congratulou Portugal por esta distinção. António Costa refere mesmo que “este prémio reconhece os compromissos assumidos para o futuro, sendo Portugal o primeiro país europeu a comprometer-se a atingir a neutralidade carbónica até ao ano de 2050. É prestigiante e incentivador para prosseguirmos este caminho em defesa do ambiente.

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