Greve dos enfermeiros: “Não nos peçam para fazer o impossível”


O primeiro-ministro, António Costa, avisou ontem, durante o debate quinzenal, os enfermeiros para que não peçam “o impossível” na questão do salário base de entrada na carreira.

António Costa garantiu que “o Governo tem tido um extremo cuidado em não confundir os enfermeiros com aquilo que é a atuação da sua Ordem e em particular da sua bastonária”, fazendo questão de deixar “um pouco de memória sobre as reposições e avanços que estes profissionais tiveram em três anos.

“Não nos peçam para fazer o impossível porque de facto o impossível, isso, nós não fazemos. E essa ideia de que de repente tudo é possível, já e ao mesmo tempo, é uma ideia completamente errada, altamente perniciosa”, avisou Costa.

O chefe do executivo referia-se às exigências sobre a base salarial no início da carreira dos enfermeiros.

“Tem agora como base de entrada os 1.200 euros, a reivindicação é que o ponto de entrada passe a ser os 1.600 euros, isso senhora deputada, com toda a franqueza, o país não tem condições, não é justo para outras carreiras paralelas em que estas condições não existem”, contrapôs.

Para António Costa, “sendo obviamente legítimo a qualquer ser humano ter a ambição de ganhar melhor, é também o dever de qualquer governante saber medir o que é justo e o que é injusto e quais são as condições de prosseguir o avanço”.

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