Professores: “Se os sindicatos mantêm posição intransigente não vejo que possamos ter muito para avançar”


O primeiro-ministro, António Costa, diz que há intransigência de Mário Nogueira para o reinício das negociações entre o Governo e os sindicatos de professores sobre o descongelamento das carreiras.

“Depois das declarações de total intransigência de um dirigente sindical, não escondo algum pessimismo sobre a possibilidade de se avançar nestas negociações, porque se os sindicatos mantêm a posição intransigente não vejo que possamos ter muito para avançar”, admitiu em declarações aos jornalistas portugueses, à margem da cimeira União Europeia-Liga Árabe, em Sharm el-Sheikh, no Egito.

O chefe do Governo português considerou que “as declarações do doutor Mário Nogueira”, secretário-geral da Fenprof, que no domingo, em entrevista ao jornal online ECO, disse que “não há acordo possível com menos de nove anos” de recuperação do tempo de serviço congelado, deixaram “pouca esperança de que a postura negocial seja diferente daquela intransigência que tem caracterizado a postura sindical sobre este tema”.

Do lado dos docentes, há abertura para discutir o “prazo e o modo” de contabilizar esses nove anos, mas não para negociar o tempo a ser efetivamente recuperado. Do lado do Executivo, a posição é diferente. “O Orçamento do Estado diz que, por um lado, temos de negociar, mas também fixou qual a despesa que temos disponível para fazer”, avisou António Costa.

O primeiro-ministro sublinhou ainda que espera essa postura sindical evolua a bem da resolução desta matéria, referindo que tal como com a proposta dos dois anos, nove meses e 18 dias o Governo deu um “passo”, os sindicatos devem “avançar de forma construtiva”.

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