“É evidente que é preciso articular melhor a oferta” de transportes


Fernando Medina defendeu a necessidade de diversificar a oferta de transportes públicos.

Publicado no dia 5 de fevereiro, o PART – Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos pretende incentivar o uso dos transportes coletivos nas grandes cidades.

Este diploma, refira-se, estabelece que as Áreas Metropolitanas de Lisboa (AML) e do Porto (AMP) e as 21 Comunidades Intermunicipais (CIM) recebam 104 milhões de euros do Fundo Ambiental, através do Orçamento do Estado, e comparticipem o programa com um total de 2,6 milhões – uma verba que estará disponível a partir de 1 de abril.

Em entrevista à SIC Notícias, Fernando Medina recordou que na AML há 900 mil pessoas “que não estão dentro do sistema de passes”. O autarca explicou também que “30% da área metropolitana de Lisboa tem passes acima de 70 euros, cuja compra representa 5% das vendas. Ou seja, a partir de determinado preço, não há nenhuma razão para se optar pelo transporte público porque o transporte individual é a melhor solução”.

Medina destacou estes dados para defender que “é evidente que é preciso articular melhor a oferta e diversificá-la”.

Recorde-se que a AML, que tem mais de 464 mil utilizadores dos transportes públicos, irá receber a verba maior – 74,8 milhões de euros – enquanto a AMP, com 177,5 mil utilizadores, vai receber 15,4 milhões de compensação financeira.

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