Saúde: António Sales acusa CDS de “hipocrisia política”


O deputado do PS António Sales deixou, no Parlamento, duras críticas ao CDS-PP, que agendou para hoje uma interpelação ao Governo sobre saúde. “O CDS limita-se a exibir sem pudor a sua tendência para explorar títulos de jornais e, com desfaçatez, distanciar-se das suas responsabilidades passadas”, atacou.

“Com a aproximação da data das eleições, o frenesim demagógico e eleiçoeiro do CDS cresce todos os dias”, denegrindo todas as ações do Executivo sem nunca apresentar alternativas nem propostas. “Estéril demagogia e eleitoralismo despropositado”, comentou.

António Sales recordou que “a recente e interesseira preocupação do CDS com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) levou a sua líder, há duas semanas, num pretenso mimetismo simétrico do primeiro-ministro a fazer um périplo pelo Serviço Nacional de Saúde, para evidenciar apenas os seus problemas e fragilidades”.

Assunção Cristas chegou a dizer que o “SNS estaria mesmo a morrer por culpa deste Governo! Mas a líder do CDS atrasou-se quatro anos”, frisou o parlamentar, que garantiu que se “não fosse a intervenção deste Governo teríamos mesmo declarado o óbito”.

Segundo António Sales, o debate de hoje revela “má consciência de quem cortou recursos humanos, financiamento, encerrou serviços de urgência, deslocalizou despesa pública para os privados e deixou o SNS na penúria”. E ainda revela “miopia política de quem não viu – e continua a não ver –, após 2015, o aumento de profissionais, o reforço de financiamento, a redução de taxas moderadoras e o reforço da centralidade e da capacidade do Serviço Nacional de Saúde”.

CDS perdeu o combate porque Portugal está melhor

O deputado do PS explicou depois que o CDS se refugia na temática da saúde, “porque perdeu todos os outros combates políticos que considerou essenciais”, entre eles o do desemprego, “porque baixámos fortemente o desemprego”; o do défice, “porque conduzimos as finanças públicas ao equilíbrio”; e o da economia, “porque melhorámos o crescimento económico”.

António Sales acusou ainda o CDS de ser um “pseudoconvertido ao Serviço Nacional de Saúde com uma agenda oculta, de hipocrisia política, cujo objetivo é acabar com o SNS”.

“De um partido responsável e que se diz com aspirações a liderar o Governo de Portugal espera-se muito mais do que demagogia infrene e eleitoralismo desbragado”, asseverou.

Velhos do Restelo nunca contribuíram para resolver qualquer problema

No seguimento do pensamento do deputado António Sales, Luís Graça lembrou quando a líder do CDS “foi a Leiria tentar politizar a demissão do presidente do Conselho de Administração, que, sublinhe-se, declarou em sede parlamentar que se tratava de uma demissão por razões pessoais”. Ora, na opinião do socialista, Assunção Cristas podia ter aproveitado esta deslocação para, por exemplo, ver a remodelação global dos hospitais de Pombal e de Alcobaça.

A líder centrista foi também ao hospital Amadora-Sintra e ao Centro Hospitalar de Lisboa Central “falar de falta de recursos humanos”, o que só pode ser “falta de memória”, tendo a deputada feito parte de um Governo de direita que reduziu em 2.850 trabalhadores o número de profissionais no SNS.

Já “em Setúbal, o líder parlamentar do CDS foi reclamar as obras do serviço de urgência geral que este Governo reconfigurou e dotou de financiamento, coisa que o Governo que o CDS integrou não deixou garantido”, denunciou.

Luís Graça deixou uma mensagem aos “velhos do Restelo”: “Nunca contribuíram para a resolução de qualquer constrangimento ou problema; os velhos do Restelo nunca conseguiram demonstrar qualquer capacidade para inovar e melhorar; os velhos do Restelo nunca conseguiram mobilizar os portugueses e o país”.

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