Futuro das Forças Armadas deve ser pensado em conjunto com a sociedade


O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, afirmou que «o conjunto da sociedade, alimentado pelas reflexões, sentimentos, ideias e debates que têm lugar no âmbito da cidadania», deve pensar o futuro das Forças Armadas.

«Não são as Forças Armadas por si só, os quadros do Ministério da Defesa sozinhos ou sequer o Governo, pensando em exclusividade, que podem dar a resposta que precisamos», disse o Ministro, em Faro, durante a cerimónia de assinatura dos protocolos de cooperação para a implementação, nos 16 municípios do Algarve, do Referencial de Educação para a Segurança, a Defesa e a Paz.

Os desafios futuros são «profundamente diferentes» e Gomes Cravinho salientou a constante mudança das necessidades: «As Forças Armadas que queremos e precisamos para o nosso País não são seguramente as Forças Armadas do século XX, com que eu cresci e que me habituei a conhecer».
Numa cerimónia que contou com a presença do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e do Secretário de Estado das Autarquias, Carlos Miguel, o Ministro da Defesa Nacional realçou o facto de se viver num «enquadramento internacional complexo».

«As certezas são muito poucas sobre o mundo daqui a dez anos. E dez anos é um espaço muito curto para adaptação das nossas instituições», disse.
O Referencial de Educação para a Segurança, a Defesa e a Paz – que pretende divulgar os valores e as matérias da segurança e da defesa junto dos estudantes dos ensinos básico e secundário – é, neste caso, um instrumento necessário” para reforçar a noção de cidadania junto dos mais novos.

«A criação de uma nova noção de cidadania para o futuro é, embora não tenhamos consciência disso no dia a dia, o mais importante dos desafios que enfrentamos», acrescentou.

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