Ministro do Ambiente aponta mais Metro do Porto na Constituição e Campo Alegre


O ministro do Ambiente disse hoje que a nova linha Rosa do Metro do Porto “será o início de uma [ligação] mais completa” na cidade, que passará pelas zonas da Constituição, Combatentes ou Asprela e Campo Alegre.

“Esta linha Rosa do Metro do Porto [hoje apresentada e com conclusão prevista para 2022, ligando a praça da Liberdade à Boavista], para além da procura elevada prevista, será o início de uma linha mais completa e circular, que há de atravessar a [rua da] Constituição, a caminho dos Combatentes ou da Asprela, além de ser o início da ligação ao Campo Alegre”, afirmou João Matos Fernandes, no Porto, na cerimónia de apresentação da nova fase de expansão da rede do metro.

De acordo com o ministro, o arranque da linha Rosa, no Porto, e o prolongamento da Linha Amarela de Vila Nova de Gaia até Vila d’Este corresponde à “maior empreitada já lançada” por este Governo”, num total de “mais de 300 milhões de euros” que vão permitir um crescimento de 16% nos “207 mil passageiros por dia” do metro, “ou seja, somar mais 33 mil passageiros” diários àquele meio de transporte.

“Podia fazer as contas [relativas à expansão no Porto e em Gaia] em quilómetros ou em estações. Mas prefiro apresentar estas duas linhas de outro modo: vão servir o hospital de Santo António e o Centro Materno-Infantil, no Porto, e o Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, três dos principais centros geradores de viagens em toda a Área Metropolitana do Porto”, descreveu.

Quanto à futura linha Rosa do Porto, cujo lançamento do concurso foi hoje anunciado, Matos Fernandes observou que, “no eixo Júlio Diniz-D Manuel II passam, num dia útil, 650 autocarros”.

“É por isso imperioso colocar aí o metro, pois é evidente que as linhas de metro se devem essencialmente construir para dar resposta a uma procura já existente”, justificou.

De acordo com o ministro, “com a expansão da rede, é possível reequacionar todo o desenho urbano desse eixo e disponibilizar esses autocarros para o reforço de outras linhas, com menor intensidade de procura”.

“O prolongamento da linha amarela até Vila d’Este, servindo o hospital de Gaia, é uma reivindicação antiga e justa para levar o Metro até ao grande bairro que limita, a sul, aquela cidade”, acrescentou.

O governante esclareceu que “uma das condicionantes da escolha” destas linhas “foi a própria disponibilidade financeira”.

“Tendo herdado do anterior governo um Quadro Comunitário de Apoio que não previa esta tipologia de investimentos, tivemos de o reprogramar. Essa é a principal razão para, só agora, chegarmos aqui”, vincou.

De acordo com o ministro, este Governo não tinha “consensos, nem projetos, nem financiamento”.

“O critério pragmático de não fazer meias linhas também pesou na escolha. Quisemos que os investimentos se justificassem por si e que, integrados num plano maior, correspondessem a linhas completas”, justificou.

Matos Fernandes destacou ainda os “recordes no número de passageiros no metro do Porto”, que em 2018 chegou “aos 63 milhões de passageiros, crescendo 3,4% face ao ano anterior”.

Nos últimos dois anos, “o metro ganhou cinco milhões de passageiros”, afirmou.

O concurso público das duas novas linhas do Metro do Porto, por 307 milhões de euros, é hoje lançado, prevendo-se a construção de seis quilómetros de rede, sete novas estações e o transporte de mais 33 mil passageiros de metro por dia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *