Costa diz que estaleiros da WestSea são “referência” da indústria naval


O primeiro-ministro disse que os estaleiros da WestSea, em Viana do Castelo, são “uma referência da capacidade de renovação da indústria naval do país”, apontando como exemplo o primeiro navio oceânico “integralmente concebido e fabricado” em Portugal.

“Nunca tinha sido construído um paquete em Portugal”, afirmou António Costa durante a cerimónia de batismo do MS World Explorer, um investimento de 70 milhões de euros do grupo Mystic Invest, do empresário Mário Ferreira.

O primeiro-ministro destacou ter sido informado pelo Almirante António Silva Ribeiro, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, presente na cerimónia, que, “em Portugal, há 45 anos que não era construído um navio com as dimensões do paquete” hoje batizado nos estaleiros da subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

“O meu profundo agradecimento e reconhecimento pela excelência do trabalho que vem desenvolvendo em prol da economia nacional. Sem a WestSea isto não seria possível”, sublinhou, aplaudido pelas cerca de 400 pessoas presentes numa tenda gigante montada nos estaleiros e onde marcaram presença, entre outras personalidades, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, o presidente do PSD, Rui Rio, e o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa.

António Costa adiantou que “se tudo correr bem” o Governo encomendará “mais seis novos Navio Patrulha Oceânico (NPO) e outros navios previstos na Lei de Programação Militar”, recordando que, nos estaleiros de Viana do Castelo, outros quatro NPO já foram construídos para a Marinha portuguesa, dois dos quais pela WestSea.

António Costa referiu-se a Mário Ferreira como “um exemplo extraordinário da qualidade dos empresários do setor do turismo”, pela capacidade de “diversificar a oferta e quebrar a sazonalidade,”.

“Mais do que isso, Mário Ferreira tem contribuído muito significativamente para a internacionalização da indústria do turismo”, sublinhou.

Costa adiantou que o “turismo não é uma atividade que viva para si própria e de si própria,” mas “é um fator imenso de atração em toda a cadeia da economia nacional”, apontando o caso do primeiro dos três paquetes que a Mystic Invest vai construir.

“Por um lado, a indústria naval, mas também a do mobiliário, têxtil, loiças, cutelaria. A indústria nacional está aqui presente. Presente estarão também os produtos agroalimentares servidos a bordo, desde a excelência dos nossos vinhos à excelência do nosso café. Cada um destes navios será uma grande embaixada de Portugal um pouco por todo o mundo”, defendeu.

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