Reorganização do dispositivo e combate a incêndios são os maiores desafios da Força Aérea


O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, reconheceu o dinamismo e o elevado sentido de responsabilidade que a Força Aérea tem demonstrado em tempos de grandes desafios, sublinhando «uma urgência, que deverá continuar a exigir muitas das nossas energias, em particular, se e quando se vier a concretizar a instalação do aeroporto complementar no Montijo».
O Ministro discursava deu posse ao Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Tenente-General Piloto Aviador, José Alberto Fangueiro da Mata, numa cerimónia realizada em Lisboa, em que esteve também presente a Secretária de Estado Ana Santos Pinto.
João Gomes Cravinho assinalou o «esforço que está a ser feito, em relação ao Montijo e a libertação de uma parte de trabalho de espaço aéreo na região de Lisboa, que representa a mais importante reorganização do dispositivo da Força Aérea em quase três décadas» e os impactos profundos na vida dos cerca de 800 militares que podem vir a movimentados neste processo, bem como das suas famílias. 
Com o processo de transferência de quatro das dez esquadras que compõem o dispositivo da Força Aérea Portuguesa, com todas as consequências que aí advirão, a Força Aérea assumiu, mais uma vez, que «procura fazer parte das soluções e não das dificuldades».
Combate a incêndios
João Gomes Cravinho falou também das novas responsabilidades da Força Aérea no «comando e gestão dos meios aéreos para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais» que vai ter «um impacto cumulativo na taxa de esforço».
Este impacto repercute-se «diretamente sobre a organização da Força Aérea com novas estruturas e recursos humanos dedicados a esta missão de interesse público» a par da «necessidade de ajustamentos decorrentes do alargamento da frota de meios aéreos do Estado para o combate a incêndios, incluindo os processos de aquisição e posicionamento de meios e os processos de formação de recursos humanos qualificados para os operar».
O Ministro assinalou a «boa e fluente colaboração com as outras entidades envolvidas» neste processo, nomeadamente da área da Administração Interna, condição fundamental para que esta profunda mudança dê o resultado que todos desejam.
Este resultado é «soluções rápidas e efetivas que permitam corresponder ao superior interesse público no combate aos incêndios florestais e, ao mesmo tempo, manter bem viva a imagem positiva de que a Força Aérea já disfruta juntos dos portugueses».
Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea
O Ministro sublinhou ao novo Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, a importância que atribui ao exercício dos cargos superiores das Forças Armadas, num tempo de grandes desafios, em que «a liderança que se exige é de grande profissionalismo, dedicação e compromisso, valores que são aliás as marcas caraterísticas da formação dos militares». 
Natural da Póvoa de Varzim, o Tenente-General José Mata esteve colocado, entre 1995 e 1999, na Direção-Geral de Política de Defesa Nacional do Ministério da Defesa Nacional, nas funções de Adjunto do Departamento de Planeamento Estratégico de Defesa. Até à posse, foi o Comandante Interino da Logística da Força Aérea. 
O novo Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea tem averbadas cerca de 2600 horas de voo e do seu currículo constam vários louvores e medalhas.

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