Do “elenco” que é “bocejo” às “grandes equipas que vencem campeonatos


Governo XXII Constitucional é composto por 19 ministros, poucas caras novas e um número recorde de mulheres.

Esta terça-feira, ficou a conhecer-se a composição do XXII Governo Constitucional, depois de alguma especulação. Num Executivo com poucas caras novas, novos ministérios e um número recorde de mulheres, há a destacar a continuidade e o reforço do núcleo do núcleo central.

As críticas, essas, já se fazem ouvir. Carlos Abreu Amorim recorreu ao Facebook para comentar: “Este elenco governamental é um bocejo antes de tomar posse, uma coisa estafada sem rasgo nem esperança”. “São os fiéis dos fiéis, a banalidade de quem já não consegue inovar um poucochinho que seja, condenados a repisarem gestos, palavras, anúncios e promessas, na passadeira rolante que é este país sem nunca sair do sítio”, acrescentou.

Por outro lado, Porfírio Silva, do PS, defendeu: “Anda por aí uma publicidade que reza mais ou menos assim: grandes talentos vencem jogos, grandes equipas vencem campeonatos. É isso”. Recorde-se que algumas reconduções em concreto, como é o caso de Marta Temido e de Tiago Brandão Rodrigues, já mereceram críticas.

A Fenprof diz que a continuidade do ministro da Educação no cargo é “uma afronta e uma provocação” aos professores, referindo que Tiago Brandão Rodrigues “não tem méritos para continuar”. Na Saúde, o bastonário da Ordem dos Médicos entende que o primeiro-ministro “não está a saber aproveitar a nova oportunidade que os portugueses lhe deram” ao manter os mesmos ministros da Saúde e das Finanças.

A bastonária dos Enfermeiros, por sua vez, lembrou que a ministra reconduzida foi a governante que “apelidou os enfermeiros de criminosos”. Apesar disso,

Ana Rita Cavaco acredita que há sempre margem para corrigir trajetos e manifesta-se disponível para o diálogo.

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